quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O espelho dos sonho


1a parte.

A historia é sobre duas irmãs, que viviam em mundo muito diferente do nosso, lá os carros eram feitos de travesseiros, e as portar eram abertas por cotonetes, e não por chaves.
Sua via era diferente de todas, a mais nova Clarice possuía um cabelo curto e bem preto lisinho e era alta pra sua idade, já a mais velha meryanne, era uma pouco mais alta, cabelo comprido castanho e era muito fechada, e tinham olhos grandes cor de mel. Ambas já estavam conformadas em viver naquela mansão, pesavam que sua vida seria isso, nada além.
O que elas não sabiam e que por trás de todo mundo a outro totalmente diferente, pois o delas que podia ser considerado um bem estranho, para elas era o mais normal possível.
Em seu mundo elas podiam voar, também tinham a capacidade de nunca morrer se quisessem. Sua casa era repleta de espelhos, com muitos cômodos e muitos andares, e pessoas escondidas nele. Nesse lugar sempre chovia, não havia se quer um dia em que o tempo não estivesse Nublado, Embora já estivessem acostumadas, sua vontade sempre foi de ver o sol em um céu azul.
Seu quarto ficava no ultimo andar, eram bem aconchegante, tinha redes, camas, era bem iluminado o chão e as paredes eram de madeira e não haviam janelas, pois nem dava pra se chamar de janela uma abertura que vai do chão ate o teto, e claro haviam muitos espelhos.
Meryanne e Clarice eram proibidas de tocar nos espelhos, caso contrario seriam punidas, sua criada costumada dizer que se o fizessem seriam mandadas para um mundo onde a dor as perseguiria, então morrendo de medo nunca chegavam perto, a não ser Clarice, que não tinha medo de nada, apesar de ser a mais nova, sua bravura era de uma pessoa já adulta. Clarice adorava fuxicar, mas uma coisa ela descubriu, não havia nada demais com os espelhos, eles apenas refletiam, mais nada, e por de trás dele não havia nada além de uma parede de madeira.
Na frente de sua casa, havia varias arvores, elas amavam, como podiam voar viviam fugindo. Tinham uma vizinha que possui um carro cor de rosa todo coberto por travesseiros, ela era meio gorda e tinha um cabelo curto e loiro, nunca dizia se quer uma palavra com elas, estava sempre atrasada, e saindo para algum lugar.
Um dia Clarice estava entediada, então foi procurar o que fazer. Sua casa era tão grande que nem ela e a irmã conheciam todos os cômodos, havia um onde eram proibidas de entrar, mas como adoravam fingir que esqueciam das coisas não perderam tempo para ver o que lá tinha.
Maryanne abriu a porta, aquilo mais parecia um sótão havia moveis cobertos por panos, teias de aranha, mas mesmo assim Clarice continuava a entrar. Enquanto Mary vigiava a porta Clarice foi indo cada vez mais fundo, e quando virara o rosto percebeu que alguma coisa a iluminava, quase a cegando, e percebeu que o sol havia saído por uma brexinha nas nuvens e iluminava um espelho, não muito grande, mas era esplendido, coberto por cristais e era pendurado na parede, mas não haviam pregos ou coisa do tipo. Então Clarice gritou sua irmã, dizendo que ela precisavam ver aquilo, Mery ficou maravilhada, de todos os espelhos da casa esse era o mais lindo, tão lindo que ficaram ate com medo de mecher. Mas o medo não durou muito. O espelho tinha uma espécie de fecho que podia ser aberto, Clarice não demorou e logo abriu, quando abriu primeiro veio uma luz muito forte em seus olhos logo depois, parecia que estavam olhando por uma janela com grades, dava direto para um cemitério, mas elas não sabiam o que era aquilo então apenas olharam e fecharam. Logo começaram a ouvir passos e mais passos então saíram correndo dali, pois alguém estava vindo. Era sua criada, mas com sorte conseguiram sair de lá a tempo, porém na pressa não trancaram o espelho.
Clarice não tinha achado nada demais, um lugar cheio de arvores com túmulos, que ela nem sabia pra que servia, não havia ninguém lá, e não entenderam porque que era proibido entrar naquele lugar.
No meio da noite enquanto meryanne dormia Clarice voltou ao quarto do espelho e abriu novamente, dessa vez não havia luz, não havia túmulos, era outro lugar totalmente diferente, quando de repente dois garotos praticamente saíram da janela, que dessa vez não tinham grades, caíram quase em cima dela, mas se afastara a tempo, Clarice ficou espantada, como alguém pode sair do nada de um espelho, então ela ficou sentada no chão apenas esperando eles tomarem o fôlego, quando perguntou:
1 Quem são vocês? Como vieram parar na minha casa? E como saíram de um espelho?
Todos os dois possuíam cabelos curtos castanhos, um aparentava ser um pouco mais velhos e alto do que o outro.
1 Meu nome e Julio (disse o mais velho), e este e meu irmão Peter.
2 A ta, como vocês saíram de dentro do meu espelho?
3 Também não sei, eu estava dormindo, acho que ainda estou, eu estou?
4 Não mais (disse Peter) a não ser que estivéssemos tendo o mesmo sonho!
5 Nossa isso e bizarro, não entendo nada, quem é você?
6 Meu nome e Clarice, moro aqui nesta casa.Bem vocês devem estar cansados né
depois de sonharem tanto, e do nada virem parar aqui! Que tal um lanche?
7 Seria ótimo!
8 Então me acompanhem, mas façam silencio!
9 Ok!
Então seguiram para a cozinha, ficaram espantados com o tamanho da casa, e cansados por ter que descer tantos degraus, então quando finalmente chegaram, Clarice abriu a geladeira e foi pegando tudo o que fosse comestível, eles comeram e conversavam:
10 De onde vocês são?
11 De uma cidade pequena lá caçamos animais e vendemos pro açougue, e assim sobrevivemos!
12 O que vocês matam animais, eu ouvi bem? Como podem ser tão cruéis com animais
Indefesos, e o que é açougue?
13 Um lugar onde vendem carne.
14 Que horror!
15 O que você comem aqui?
16 Comemos de tudo, só não precisamos matar nada!
17 Mas no meu mundo também existem pessoas que não comem carne, são os vegetarianos!
18 A essas sim são pessoas normais!
19 Hahaha, você e engraçada!
20 Tudo bem, agora que já acabamos de comer vamos pro meu quarto antes que alguém chegue!
21 Ok, vamos!
Então subiram, subiram e subiram, parecia interminável, enquanto isso olhavam a sua volta e apreciavam a casa, parecia de uma pessoa muito rica. Estavam quase sem fôlego quando chegaram ao ultimo andar, e ficaram pasmos por ela ter chegado tão rápido.
22 Nossa como chegou ai tão rápido?
23 Voando!
Então Peter olhou pro seu irmão e riram.A sim claro, hahaha.
...

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